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jun 22
#ParaCegoVer foto do rosto da Márcia, em fundo claro, ela sorri, tem pele clara, cabelos curtos até o pescoço, usa óculos grandes e quadrados com armação branca, veste camisa branca com colarinho grande e do seu lado esquerdo há um vaso solitário com arranjo de duas rosas cor laranja.

Acessibilidade além dos limites da deficiência!

#ParaCegoVer foto do rosto da Márcia, em fundo claro, ela sorri, tem pele clara, cabelos curtos até o pescoço, usa óculos grandes e quadrados com armação branca, veste camisa branca com colarinho grande e do seu lado esquerdo há um vaso solitário com arranjo de duas rosas cor laranja.

#ParaCegoVer foto do rosto da Márcia, em fundo claro, ela sorri, tem pele clara, cabelos curtos até o pescoço, usa óculos grandes e quadrados com armação branca, veste camisa branca com colarinho grande e do seu lado esquerdo há um vaso solitário com arranjo de duas rosas cor laranja.

* Márcia Andrade –  Sócia Fundadora da SoCiente Consultoria

Mudança, é a palavra chave para este momento!

Quero  refletir sobre esta palavra tão simples, com apenas  07 caracteres, mas que com certeza a cedilha do C, nos mostra que o caminho para Mudança nem sempre é uma linha reta!

A ideia é refletir sobre este caminho que neste cenário atual, está em alta.

As empresas e seus colaboradores vivenciam diariamente: mudança de postos de trabalho,  de espaços, rotinas, novas convivências, adaptações diversas (móveis, sistemas de tecnologia, modelos de reuniões, etc…)  e não podemos deixar de incluir o processo interno e complexo do ser humano ao lidar com as mudanças.

Neste cenário atual da Pandemia, pensar em acessibilidade, não é só para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos, mas sim para todos e todas.

Várias questões estão provocando as lideranças e seus times, como: seus móveis de casa são acessíveis para realizar seu trabalho de 08  à 10 horas por dia? Sua cadeira, sua mesa, seu computador, sua internet?  Como conciliar os ritmos das casa e do trabalho? E tudo isto somado ao convívio familiar.

Que  tal olhar para o que a Wikipédia nos traz sobre acessibilidade?

“ Acessibilidade se refere à possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.” Wikipédia. 

Ao ler esta definição, olho para cenário atual e vejo  que estamos sendo convidados a rever este conceito. Olhar para acessibilidade atualmente é para todas as  pessoas independente da deficiência, idade, mobilidade reduzida ou não. As pessoas, estão tendo que olhar para seus espaços de trabalho em casa, unir a vida pessoal com a rotina profissional. Revisitar seu mobiliários, seus espaços físicos, sistemas de tecnologia, iluminação, enfim várias são as necessidades.

O impacto da acessibilidade X pandemia, nos convida  a ampliar o leque de pessoas que antes não conviviam diariamente com esta questão da acessibilidade. Isto é ótimo, pois quando este cenário mudar, acredito que as pessoas Não terão dificuldade de entender o quão é necessário tornar o mundo acessível.

A pandemia forçou todos a pensarem, vivenciarem e agirem. Todo mundo  está tendo que entender na prática o que significa acessibilidade,  realidade que as pessoas com deficiência, mobilidade reduzida já conhecem há muito tempo.

Mudamos os espaços, mudamos os móveis, adaptamos, reinventamos, pela necessidade.

Quem pode nos apoiar neste momento?

Acredito que a resposta seja: Virar a chave e  ouvir as pessoas com deficiência, elas neste momento podem apoiar as  empresas e colaboradores a pensarem e encontrarem alternativas.  As pessoas com deficiência tem experiências, já adaptaram seus lares, seus mobiliários, suas rotinas, sabem como fazer na prática.

Quando iniciei este conteúdo, pensei em como eu Terapeuta Ocupacional(T.O), poderia apoiar  as pessoas a pensarem neste tema  da Acessibilidade  além dos limites da deficiência.

Talvez o caminho que o cedilha do C , possa nos ofertar seja:

  • Mudar o paradigma sobre acessibilidade;
  • Realizar Rodas de Diálogos;
  • Trazer as reais perguntas(necessidades) dos colaboradores para encontrar novas possibilidades;
  • Promover a escuta ativa, sobre as experiências das pessoas com deficiência e talvez descobrir possíveis soluções;
  • Implementar, analisar, re-criar!

Sou Terapeuta Ocupacional, e há mais de 25 anos atuo na área da inclusão social. Sempre apoiando as pessoas e empresas a pensarem em como adaptar os espaços, processos e relacionamentos para poder efetivar a inclusão e fortalecer a ideia de pertencimento, aspecto  extremamente importante na inclusão e  neste novo cenário.

Ao finalizar este texto, segue uma mensagem de Confúcio:

“Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para chegar onde quer.”

Estamos no momento de ajustar as velas dos barcos para continuar navegando, mas temos que ter a clareza de que a Visão  tem que ser outra!

Obrigada

*Márcia Andrade – Sócia-fundadora da SoCiente Consultoria, uma empresa que visa promover o desenvolvimento humano e inclusão social , fundada em 2010. Terapeuta Ocupacional, Pedagoga e apaixonada pelo desenvolvimento dos seres humanos. Há 30 anos promove  o desenvolvimento de pessoas, grupos e organizações, fortalecendo a sustentabilidade, pelo viés do Desenvolvimento Social. Facilitadora Credenciada do Transformation Game; FrameWorks Coaching Process e Analista Comportamental – Coaching Assesment.  Facilitadora do Programa Germinar( formação para desenvolvimento de  líderes facilitadores. Coordena o Programa Social Muitação, para jovens.Fundadora da ComViver.

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